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Gatos

Conhecendo os gatos

“Miau é como aloha, pode significar qualquer coisa”

Hank Ketchum, cartunista americano

Nós, os amantes de gatos, somos chamados de gateiros, gatófilos e até “doidos dos gatos”, mas o nome científico para nós é elurófilos. Eluro é a palavra do grego antigo que significa gato, por isso elurófilo é aquele que adora gato. Em contrapartida, temos os elurófobos. Phobos, no grego antigo, significa medo, os seja, elurófobo é aquele que tem medo incomum de gatos ou tem aversão a eles. Elurófilos ou elurófobos são encontrados em qualquer lugar, o difícil é encontrar alguma pessoa que seja indiferente ao gato.

Os gatos são seres maravilhosos, mas só o sabe quem convive com eles. São animais domésticos, mas nem tanto. São amorosos, mas só quando “querem”. São independentes, mas só se precisar. Gostam de carinhos e brincar, mas se tiver comida, uma cama quentinha e uma caixa de areia limpa, já está bom para eles.

Os elurófobos têm esse medo, ou aversão, porque, muitas vezes, não compreendem o comportamento dos gatos e preferem dizer que eles são traiçoeiros, malvados e não se apegam a ninguém, somente a casa onde moram. Não é verdade! Eles podem ser muito fiéis aos seus tutores, muito carinhosos e se apegam às pessoas da casa e as seguem por todos os lados, independente de terem fome, somente para ficar do lado.

Essa aparente independência do gato vem do fato de terem sido domesticados a bem pouco tempo. Os primeiros felídeos apareceram a cerca de 40 milhões de anos, mas só começaram a ser domesticados, pelos egípcios, por volta de  2500 Ac. Nas cavernas, podemos encontrar pinturas com cachorros, mas nenhum gato. Nas escavações arqueológicas podemos achar ossos de cabras, vacas e cães, mas não de gatos. Isso porque os humanos passaram a conviver com os gatos há apenas 6000 anos.

Os cães apareceram muito antes devido à necessidade deles (cães) de comida. Os cães se aproximaram dos homens para satisfazer uma necessidade básica, a fome. Mas os gatos foram procurados pelos homens para ajuda-los no controle de roedores, que atacavam os cereais. Os egípcios tentaram domesticar a hiena, mas como não deu certo, voltaram aos gatos, com sucesso.

Durante a caças às bruxas, os gatos também foram sacrificados. Foram colocados na fogueira junto com as mulheres chamadas de bruxas por fazerem associação com o demônio. Pelos meados do século 14, a população europeia foi dizimada, em um quarto, pela peste negra, transmitida pela pulga do rato. Mas acho que o homem aprendeu algo, pois na caça às bruxas de Salem, Massachusetts, trataram de não matar nenhum gato.

Os primeiros gatos, no Novo Mundo, foram trazidos pelos ingleses

Hoje, convivemos com esses animais maravilhosos e cuidamos deles como se fossem da família. Eles retribuem com carinho, dedicação, companhia, diversão e, ainda, “de quebra”, caçam aqueles insetos nojentos que invadem nosso lar.

Sobre o autor

MARCIA KUBIAK SATO

MARCIA KUBIAK SATO

Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Mogi das Cruzes (1981) e graduação em Licenciatura e Bacharelado em Ciências Com Habilitação Em Física pela Universidade Guarulhos (1985). Especialização em Ensino de Física para Curso Superior (1983) e em Docência No Ensino Superior (2010/2011). Atualmente é professor assistente da Universidade Guarulhos. Tem experiência na área de Física (Geral e Experimental), com ênfase em Conforto Ambiental (Térmico, Acústico e Iluminotécnica).

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