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A Consciência e a evolução do Ser Humano (parte II)

O ser humano, espécie animal mais bem sucedida da Natureza, graças seguramente ao desenvolvimento do córtex cerebral e também à consciência, inteiramente ligada às memórias, estaria sendo influenciado de forma negativista ou depreciativa de forma que, num instinto de auto preservação da espécie, os índices de natalidade no mundo estão em queda assustadora?

Haveria ligação, provavelmente por influência genética, entre os mecanismos produtores dos sentimentos de alegria, sucesso profissional, sucesso social, evolução humana progressista, até ufanista, na capacidade de geração dos descendentes?

Como explicar todas as coincidências ocorridas na primeira metade do século XX, desprezando-se as épocas de guerras e nem mesmo elas puderam arrefecer o crescimento populacional alavancado pelos ares de prosperidade, estabelecimento das organizações do trabalho e evoluções em todos os setores possíveis do ser humano. Estamos falando de uma época curta, mas importante, onde o otimismo geral em relação ao ser humano e seu enganoso domínio total sobre a Natureza, evolução tecnológica, combate às doenças, até mesmo a respeito do conhecimento das leis do Universo, conceitos de eternidade das estrelas, do sol, da Terra. Esta época correspondeu às famílias enormes, com maioria de partos normais, produção de alimentos ilimitados, enfim, ondas de euforismos os quais poderiam ter originado reações internas no ser humano e, efetivamente, culminaria numa maior produção de descendentes. Com a evolução das ciências, a esclarecer e a desmentir os euforismos até então validados, iniciou-se uma sucessão de fatos e descobertas que inverteram totalmente os ânimos do ser humano. Exemplo claro, ao final da década de 1950, o sol estaria condenado a morrer e a queimar a Terra em conseqüência, extinguindo o até agora imortal ser Humano.

Também a produção de alimentos em progressão aritmética e o crescimento da população, em progressão geométrica condenavam a superpopulação. Os catastrofismos de fim de mundo, como dizem, um asteróide aniquilou 90% da vida na Terra e um próximo virá sendo a incerteza apenas de qual momento. Os arqueólogos descrevendo que a vida na Terra foi quase extinta por quatro vezes em tempos imemoriais. Assim, atualmente, e, já há várias décadas somos bombardeados por informações de que estamos de passagem aqui e seremos extintos mais cedo ou mais tarde. Nossa capacidade intelectual elevada inicialmente nos levou à euforia do “para sempre”, mas também, está mais recentemente nos levando à “não duraremos muito por aqui” e a beira do “salve-se quem puder”. Disfarçadamente os governos mais ricos, como nos EUA, promovem na verdade explorações espaciais para encontrar um novo lar para colonização pelo ser Humano. Como medir o efeito dessas informações, principalmente nos mais jovens? Cansamos de observar as afirmações: “Filhos??? Para quê???  Para sofrer??. Esse é um efeito insofismável, totalmente comprovado e verdadeiro, a onda pessimista atinge aos mais jovens e cuja única fuga é evitar o número de filhos. E podemos indagar e descrever muitos fenômenos de comportamento distribuídos pelas civilizações em todo o mundo, tanto muito civilizadas quanto pouco informadas.

Seriam tais mudanças que resultam em diminuição da fertilidade humana, frutos destas ondas de pessimismo?

O pessimismo generalizado seria capaz de produzir alterações genéticas que alterariam o comportamento através das alterações nos sentimentos inclusive?

Estariam os neurotransmissores cerebrais sendo regulados geneticamente e as alterações genéticas ligadas diretamente influenciadas pelo pessimismo das últimas décadas? Da mesma forma que os pássaros controlam o número de ovos de acordo com a variação ambiental? No Japão, estão ocorrendo alterações incríveis e chocantes, outrora um país de absoluto controle da natalidade, atualmente, vive um drama do envelhecimento populacional por falta da renovação e baixíssimos índices de proliferação. Surgiram novos hábitos entre os jovens em que estão desaparecendo os casais de namorados para dar lugar aos namoros e relacionamentos amorosos virtuais. Seria este um exemplo claro de alteração comportamental gerado pela onda pessimista? Seria provocada por alterações em alguns genes que controlariam as emoções e desenvolvimento de novos sentimentos, agora virtuais? Os virtuais liberariam mais endorfina hipotalâmica e centro das emoções?

A contrapor, povos extremamente religiosos, como os Hindus muçulmanos, continuam intensamente prolíficos. Para eles as alterações e as verdades humanas sobre o Universo, estrelas, o sol, a Terra, são totalmente obnubilados pelo fanatismo religioso e não se importam com qual destino lhes estão reservados. Finalmente, neste último raciocínio, pergunto se não seriam as recentes alterações nos comportamentos sexuais, notadamente nos mais jovens, fortemente influenciados por ondas dos transgêneros humanos, a homossexualidade atingindo níveis acima dos considerados normais, poderiam constituir manobras que o próprio ser Humano estaria produzindo para conter a proliferação da espécie Humana? Como resposta às ondas pessimistas? Teremos tempo para obter as respostas? E se descobrirmos, a quem interessaria?

Sobre o autor

Francisco Ribeiro de Moraes

Francisco Ribeiro de Moraes

biomédico pela Universidade de Mogi das Cruzes,1978, com especializações em Patologia Clínica, Patologia Humana e Citopatologia. Mestre em Ciências pela USP com um estudo sobre câncer de mama. Atuou como professor, a partir de 1980, nas áreas de Patologia, Fisiologia, Hematologia Clínica, Patologia Clínica e Citopatologia por diversas Universidades e Faculdades. Atualmente é professor pela FACISB de Barretos nas disciplinas básicas integradas em morfofuncional. http://lattes.cnpq.br/9046680939777775

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