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Fisica/Matem.

O tamanho do Universo

Eu moro em uma casa que foi sempre de minha família e passei minha infância nela. Morei nela até os dez anos.

Achava nela tudo grande. O muro do quinta que separava de um dos vizinhos era uma muralha intransponível.

Pensava assim!

Quando retornei a ela por volta dos meus vinte anos achava tudo pequeno. O muro do quintal batia no meu peito. Fácil de pular! Fiz várias reformas na casa.

Mas o que quero dizer é que tamanho é bem relativo. Falamos de átomos que são coisas bem pequenas, mas também dizemos que células são pequenas. De outro lado, dizemos que nosso planeta é grande, mas é menor que Júpiter ou Saturno. E mesmo o deus dos deuses Júpiter é menor que o Sol. Bem menor.

O Sol é o maior corpo do sistema solar. Mas é uma estrela bem pequena comparada com outras.

Talvez os antigos tenham razão ao dizer que tamanho não é documento. Ou ainda quando pequeno e brigávamos dizendo “Você é grande, mas não é dois!”

Nas últimas décadas sondas robôs começaram a mapear não só o sistema solar mas também o Universo observável. Não por meio apenas da luz visível, mas principalmente usando outras formas de energia que o olho humano não percebe. Particularmente uma das formas de energia que mais viajam no Universo, as microondas.

A sonda da NASA WMAP, Wilkinson Microwave Anisotropy Probe, lançada em 2001, mediu o espaço profundo e dessa forma mediu o Universo. Conseguimos estabelecer mais precisamente do que antes a idade do Universo em 13,7 bilhões de anos. E percebemos que o Universo se expande, e se expande cada vez mais depressa. O que é um grande mistério para a Ciência Atual?

Outros equipamentos como o Observatório Espacial Kepler foi capaz de encontrar planetas fora do sistema solar e provar que a ocorrência de planetas ao redor de estrelas é extremamente comum. Existem bilhões de estrelas somente em nossa galáxia e bilhões de galáxias no Universo. Em cada galáxia bilhões de estrelas e muitas delas com vários planetas ao redor.

O Universo é imenso. O Universo observável é imenso. E o que se pode dizer do que não se pode observar diretamente?

A matéria do Universo observável, a matéria comum do qual o Sol, os planetas e eu e você somos feitos, interage com a luz e por isso podemos percebê-la com nossos olhos e instrumentos. A matéria escura ajuda a explicar porque o Universo permanece coeso a despeito de sua expansão. Existe a necessidade de mais matéria no Universo, mas não podemos vê-la! Essa é a matéria escura. Ela compõe cerca de 85% do Universo. Somos minoria.

Mas mesmo dentro da matéria comum que podemos observar, pois interage com a luz, existem maravilhas que ainda não compreendemos.

Mas o fato é que vivemos em um grãozinho, um torrãzinho de terra, nosso planeta, em um vasto Universo, no qual mesmo o nosso sistema solar é minúsculo. Mesmo a nossa galáxia, a via Láctea, é só um minúsculo pontinho na Teia Cósmica.

Ao mesmo tempo é fantástico saber que postados nesse grão de poeira conseguimos imaginar a grande Teia Cósmica. É incrível saber que conseguimos construir minúsculos aparelhos para sondar o Universo.

Nossa inteligência e nossa imaginação nos fazem ir cada vez mais longe e sonhar de alturas cada vez mais altas.

Sobre o autor

Sérgio Sato

Sérgio Sato

Professor universitário há 35 anos de Física e Matemática. Avaliador no INEP/MEC. Motociclista. Entusiasta do conhecimento.

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