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Fisica/Matem.

Pintura com Inteligência Artificial

Computadores estão por toda a parte. É a internet das coisas. Nossos celulares. Nossas televisões. Em nossos carros. E em vários eletrodomésticos. Em toda a parte.

Em outros países ainda mais presentes. Estamos preocupados em perder nossos empregos para um computador. E sempre pensamos que não podemos ser substituídos.

Será?

Imagine que escolhêssemos um mestre da pintura. E mais… que escaneássemos todas as suas pinturas. Que basicamente informássemos a um computador como os olhos da pessoa retratada eram feitas por esse pintor. Como o nariz é pintado. A boca. Enfim todos os elementos da forma retratada. Os scanners transformam tudo em bits (uns e zeros) e os computadores podem acumular essas informações, compará-las, analisá-las, e no final produzir um novo retrato, com base no estilo do mestre da pintura.

Considere ainda que o scanner pudesse analisar quanta tinta ficou acumulada em dado ponto, as estrias deixadas pelos pinceis… Tudo isso!

E que tivéssemos a nossa disposição uma impressora especial, que projetasse a tinta sobre a tela em várias camadas, em três dimensões, seguindo os padrões dos pinceis do artista.

Provavelmente você diria que se tudo isso fosse possível teríamos uma obra inédita, uma pintura inédita de um falecido mestre da arte. Seria apenas o resultado de muita matemática e tecnologia aplicadas.

Mas isso foi feito.

Em junho de 2016 uma obra inédita foi impressa segundo todos esses padrões. Uma tela no estilo do mestre da pintura Rembrandt.

Uma obra com todas as rachaduras do verniz, com todo o estilo, compilado em uma sequência de uns e zeros. Uma média matemática do estilo obtido nas próprias obras de Rembrandt. Uma cópia? Não, um quadro novo. Um original? Também não. Algo como a obra de um discípulo, mas nesse caso composto apenas por matemática e tecnologia.

Esse quadro é o que você viu na chamada desse post.

Onde isso poderá nos levar?

Até onde a inteligência artificial poderá nos levar? E será que desejamos ir até lá?

Veja também: http://cultura.estadao.com.br/noticias/artes,computador-cria-um-rembrandt-perfeito,10000058317

Sobre o autor

Sérgio Sato

Sérgio Sato

Professor universitário há 35 anos de Física e Matemática. Avaliador no INEP/MEC. Motociclista. Entusiasta do conhecimento.

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