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MATEMÁTICA – Com “A” no final

“Muitas pessoas que tem a oportunidade de conhecer algo sobre Matemática a confundem com a Aritmética e assim a considera uma ciência árida. Na realidade, contudo é uma ciência que requer uma grande quantidade de imaginação.”

Sofia Kovalevskaya

Quando olhamos a história da Matemática são poucos os exemplos de matemáticas (mulheres) atuando destacadamente nessa atividade.

O principal fator para isso foi simplesmente se pensar que as mulheres nem poderiam ser alfabetizadas, quanto mais saberem calcular ou ainda porque precisariam??? Absurdo!

Nesse ponto é importante saber que essa realidade vem mudando e que as mulheres tem estudado bem mais que os homens. Nos bancos universitários brasileiros elas são dois terços dos alunos aproximadamente.

Mas números como esse podem ser vistos também em outros níveis de escolarização.

Quando estava na graduação (puxa vida faz tempo!!!) descobri que nem só de homens a Matemática é feita.

Sofia Kovalevskaya (1850 – 1891) foi a primeira mulher a ser nomeada pela Academia de Ciências da Rússia e a terceira professora da Universidade de Estocolmo. Curiosamente ela preferia ser chamada de Sonya e assim era conhecida na Suécia.

De origem polonesa, nascida em Moscou, viveu também na Alemanha, vindo a falecer jovem, na Suécia, onde está sepultada.

Fez trabalhos importantes em Matemática Superior tendo sido laureada com o prêmio Borodin pela Academia de Ciências da Suécia, em 1888.

Os trabalhos dela passaram pela análise superior e equações diferenciais, o que em muito beneficiou aplicações na Física e na Engenharia.

O mais importante é que o trabalho de Sofia e de outras mulheres ao longo do tempo foi a inspiração para que mais e mais mulheres participassem das atividades científicas, e estabelecendo-se o que deveria ser óbvio, que as mulheres são tão capazes quanto os homens nas atividades científicas.

Dentro dessa inspiração surgiu em 1971 a AWM – Association for Women in Mathematics, com sede em Fairfax, Vírginia, EUA. Mais detalhes podem ser vistos no site da associação em https://sites.google.com/site/awmmath/home

Já são mais de 5000 membros.

Sofia Kovalevskaya tem uma cratera na lua com seu nome.

Existem prêmios internacionais com seu nome.

Uma moeda comemorativa, em 2000, foi lançada pela Federação Russa.

Na Semana Acadêmica de Matemática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em 2013, Luciane Führ e Jonathan da Silva Vicente, apresentaram um trabalho sobre as mulheres que atuam na Matemática, no Brasil, Europa e América do Norte.

Fique claro que outros nomes poderiam ter sido mencionados nesse post, mas preferi Sofia Kovalevskaya por ter sido um marco na minha formação, como matemático, físico, e ser humano.

Fico pensando o quanto poderíamos ter avançado mais em Matemática e Ciências se mais mulheres tivessem contribuído no passado, e me entristeço em saber que muitas simplesmente não puderam aprender o suficiente para perceber e fazer isso.

Que de fato esse estado de coisas mude!

Sobre o autor

Sérgio Sato

Sérgio Sato

Professor universitário há 35 anos de Física e Matemática. Avaliador no INEP/MEC. Motociclista. Entusiasta do conhecimento.

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