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Saúde

Pelé e as cartilagens

Pois é, nosso maior ídolo, o Atleta do século XX, Pelé, em sua terceira idade, sofre drasticamente de artrose no quadril que, apesar de todo desenvolvimento tecnológico empregado na medicina, não consegue nem ao menos permanecer em pé. Mas que mal é esse?

A artrose ou osteoartrite é um processo de degeneração dos tecidos cartilaginosos presentes nas articulações de grande mobilidade de nosso corpo. Elas necessitam de estruturas e tecidos muito especializados para permitirem a movimentação intensa sem que ocorram desgastes importantes entre as partes ósseas que se articulam. A cartilagem denominada “hialina” reveste as extremidades ósseas deixando um espaço mínimo entre elas, preenchido pelo líquido sinovial de características viscosas que lubrificam e nutrem as células cartilaginosas constituintes. Tais células (os condoblastos e condrócitos ) produzem substancias que garantem a lubrificação e diminuição do atrito, e, finalmente, as duas parte ósseas são firmemente presas por uma cápsula de tecido extremamente resistente, formando assim a cavidade articular preenchida pelo líquido sinovial. O tecido cartilaginoso articular é avascularizado, não inervado e possui até 2 milímetros em sua máxima espessura.

Qual a grande característica desta cartilagem?

Infelizmente, devido à sua grande especialização, a cartilagem possui, segundo experimentos, menos de 5% de capacidade de regeneração.

Em consequência, a velocidade de reposição tecidual nunca acompanha a velocidade dos desgastes sofridos durante a vida, e, acrescentando, a superfície óssea em que está apoiada também sofre desgaste, a temida osteoporose, também progressiva com a idade, produz uma irregularidade que promove a aceleração do atrito e o desgaste.

Assim, todos os seres humanos, independentemente do sexo, sofrem do problema em graus variados de início e intensidade, porém, os atletas de alta performance, nos esportes de alto impacto articular irão acelerar intensamente tal desgaste. Imaginem os jogadores de futebol que correm, chutam, saltam, terão a vida útil de suas articulações abreviadas. Decorridos 15 a 20 anos neste ritmo, ao atingirem os 40 anos de idade, as articulações mais exigidas terão sua vida útil irremediavelmente reduzida com consequências desastrosas ao atingirem a terceira idade.

Para não alongar demais este post, publicarei um segundo, detalhando um pouco a respeito das diversas formas de tratamento e prevenção que estão sendo exploradas pela indústria farmacêutica alopática tradicional, bem como de falsos conceitos e tratamentos oferecidos via Internet, sem nenhuma fiscalização pelos órgãos oficiais.

Sobre o autor

Francisco Ribeiro de Moraes

Francisco Ribeiro de Moraes

biomédico pela Universidade de Mogi das Cruzes,1978, com especializações em Patologia Clínica, Patologia Humana e Citopatologia. Mestre em Ciências pela USP com um estudo sobre câncer de mama. Atuou como professor, a partir de 1980, nas áreas de Patologia, Fisiologia, Hematologia Clínica, Patologia Clínica e Citopatologia por diversas Universidades e Faculdades. Atualmente é professor pela FACISB de Barretos nas disciplinas básicas integradas em morfofuncional. http://lattes.cnpq.br/9046680939777775

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